Potência e Controle de Exposição

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Esta é uma tradução do artigo The Most Important Underwater Accessory escrito por Larry Cohen

Potência do flash

strobes-15A quantidade de luz produzida por um flash externo é representada por um indicador numérico de referência ou pela taxa Watts por segundo. O indicador de referência não é bem uma medida de potência e sim a distância máxima entre o flash externo e o assunto quando a lente é configurada para f/1.0 e a velocidade ISO é 100. Assim, se um flash foi avaliado com o indicador de referência igual a 100, ele tem uma projeção de 100 pés a um ISO 100 com uma lente de abertura f/1.0, e apenas de 25 pés com uma lente mais realista de abertura de f/4.0. Alguns fabricantes apenas nos dão esta especificação, e isto é tudo o que precisamos saber. Watts por segundo também não é uma unidade de emissão de luz, e sim uma unidade do uso de eletricidade. Todavia, este número nos dá uma boa idéia de quão claro é o flash externo. Em suma, quanto mais alto for o indicador watt por segundo, mais luz o flash externo produz. Em função de a água ser mais densa que o ar, você precisará de um flash com um número bem alto, mas nunca se esqueça que o objetivo é sempre estar o mais próximo possível do assunto. Alguns flash’s externos possuem um potenciômetro que permite que você aumente ou diminua a potência.

Este é um recurso muito útil: quando você estiver fotografando com o flash no modo manual, você pode ajustar a potência do flash ao invés de ajustar a abertura da lente ou a distância entre o flash e o assunto. Todos os flashes atuais da Sea & Sea, como o SL961 tem esta funcionalidade. O Ikelite DS-200 tem a configuração de 1/2, 1/4 e 1/8 da potência. Você também pode acoplar um controle adicional (EV Controller) tanto ao DS-160 como ao DS-51 que possibilita reduzir a potência em escalas de 1/2 f-stop. O EV Controller também funciona como um sensor de disparo para ser utilizado com câmeras compactas. Este sensor de disparo funciona tanto com câmeras com pré-flash quanto com câmeras sem o pré-flash.

TTL e Controle de Exposição

TTL é a sigla que abrevia a expressão em inglês Through The Lens, ou seja, através da lente. Em sistemas TTL, a informação de exposição que a câmera envia ao flash foi medida através do sensor digital ou do plano do filme, ao invés de algum local em cima da câmera. Para fotos subaquáticas, isto pode ser problemático. Normalmente o flash externo não é fabricado pela mesma empresa que fabrica a câmera. Sendo assim, a informação precisa ser transferida da câmera para o dispositivo da caixa estanque, e depois através do cabo de sincronismo ao flash externo.

Espaços negativos podem enganer TTL e superexpor o assunto. Aqui o controle manual de exposição foi utilizado

Espaços negativos podem enganer TTL e superexpor o assunto. Aqui o controle manual de exposição foi utilizado

TTL funciona melhor para fotos macro onde o assunto completa a cena

TTL funciona melhor para fotos macro onde o assunto completa a cena

No geral, TTL funciona melhor para fotos macro, ou em qualquer outra foto em que o assunto preencha completamente a cena. Para fotos de ângulos abertos (grande angular), com muito espaço negativo na sua imagem, um sistema TTL tende a exagerar a exposição do assunto. Devido a essas limitações, muitos fotógrafos acreditam que no atual mundo digital TTL não vale a pena para fotografia subaquática. Para fotos digitais, muitos fotógrafos tiram fotos na configuração manual de exposição e usam o método de “tentativa e erro” (clica, revisa e ajusta). Se o seu flash externo tiver um potenciômetro para regular a potência, isto será muito fácil e te dará muito controle. Outros fotógrafos no entanto, acreditam que permitir que a câmera e o flash externo façam estes ajustes, deixa o fotógrafo livre para concentrar na composição da foto de “uma-vez-na-vida”

Todas as caixas estanques atuais da Ikelite são compatíveis com TTL ao utilizar os flashes externos da série Ikelite DS. Já a Sea & Sea requer um conversor TTL para a maioria de suas caixas. O conversor é interessante uma vez que tem dois conectores. Desta forma você tem controle TTL sobre dois flashes externos da Sea & Sea. Você também pode fazer isso com a Ikelite com duas saídas para cabos de sincronismo. A AquaTech resolveu o problema da TTL de uma maneira diferente: eles fabricam caixas estanques para flashes não subaquáticos. Com esta configuração, flash e câmera, foram, desde o início, projetados para conversar um com o outro. Todas as configurações acima oferecem compensação de exposição juntamente com o controle TTL. Isto é muito importante, pois permite que você diminua a potência evitando qualquer superexposição criada pela TTL.

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O flash externo Sea & Sea YS-110a fornece o que eles chamam de DS-TTL quando usado com cabo de fibra ótica em câmeras compactas. Neste caso, o flash externo usa as informações do pré-flash da câmera para determinar a potência da luz de saída. A Olympus UFL-2 também suporta o uso de TTL através de cabo de fibra ótica. Este flash externo tem até um modo de controle remoto que permite o ajuste da potência através dos controles das câmeras Olympus E-520 e E-620.

Os flashes Fantasea Cool Flash Nano e o Bonica Neon-XP têm um sensor automático no flash. Este sensor mede a quantidade de luz necessária para uma exposição adequada em certa configuração f/stop, e ajusta a potência do flash conforme esta medição. Se TTL é importante para você, garanta que o seu flash externo e sua caixa estanque são compatíveis e que eles permitam o controle do TTL.

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Esta é uma tradução do artigo The Most Important Underwater Accessory escrito por Larry Cohen